domingo, 25 de dezembro de 2011

você quebra meu coração de todas as maneiras possíveis
recolho os cacos pela manhã
quando você acorda na cama de outro
volta pra casa e faz meu café
e eu sempre faço de conta
nos amamos, te escrevo poesias
seu afago me cega, passo o dia em abraços
sonhos, nosso tapete
sua pele, eu te perdôo
queria ela, mas será que sabia?
inconseqüente e livre
olhos de ciúmes denunciaram
ela sempre se denunciava
não foi apenas um beijo, um ácido
queria ela deitada na cama
e os sentimentos cada vez mais entrelaçados
misto de açúcar e veneno
cheiro de flor e cerveja
queria ela deitada no sofá
no carro, no banheiro, na cozinha
queria ela deitada comigo nessa droga de vida