quinta-feira, 30 de junho de 2011

Que delícia é estar semi-apaixonado. Aquele comecinho de romance, com cheiro de perfume novo. Cada encontro, uma descoberta. Cada telefonema, uma vibração. Não são borboletas, parecem baleias no estômago. Parece que é a primeira vez no amor, parece que o mundo vai acabar se não vê-la. Uma avalanche de dúvidas e inseguranças que se esvaem num só beijo. O medo de ser mal interpretado, o medo de ser mal amado. Um momento em que não se enxerga defeitos alheios, não existem diferenças, apenas uma doçura capaz de destruir qualquer diabético. E são esses pedacinhos de glória que compõem a felicidade de estar vivo.
Felicidade demais deixa burro.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Especialmente durante esse período em que os hormônios travam uma batalha dentro de mim, o espelho só me mostra o imperfeito. É quase uma semana inteira de lamentações. Não sou esguia, diferente de tantas outras, sou muito feliz comendo e não cheiro emagrecedores. Disse que sou feliz comendo, e não depois de comer. Conheço o mínimo sobre música, ouço pouco e - por favor - em volume baixo. Não leio com a frequência que gostaria, tenho preguiça de assistir filmes e arrumar o quarto. Não tenho porra de talento nenhum, todos os dias sonho em descobrir algum dom artístico desaparecido de mim, em vão. Odeio estudar, odeio ter tantas responsabilidades, e assim levo tudo pela metade. Eu não finjo estar num filme, ou ser personagem de um drama. Minhas falas não são ensaiadas. Gente blasé me irrita. Escrevo palavras pesadas, dolorosas e mal humoradas. Pessoalmente serei a pessoa mais leve que você já viu. Tenho essa mania egocêntrica de escrever sobre mim, todo o tempo. Sou mil, sou ninguém, não sou.