segunda-feira, 25 de março de 2013

Uma tristeza (ou dúvida): meu vocabulário é ridiculamente diminuto, ou eu que me prendi em determinadas palavras e reproduzo-as sempre e sempre e sempre ?
É um tanto sofrível e repetitivo ler minhas escritas...

quarta-feira, 6 de março de 2013

acho que essa é minha sina
minha penitência
ou chame de destino
degustando migalhas
sempre
reclamando atenção
paixão
esgotando todas as forças
lutando sozinha até o fim
amando sozinha até o fim
sobrevivendo de tão pouco, quase nada
desejando tanto, equivalente
eu mereço muito mais
mereço olhos encantados
elogio sussurrado
um beijo quando entro no carro
- como foi o seu dia, meu bem?
quero ouvir também
você chegou e não entrou
vou esperar um pouco mais
mas feche a casa ao entrar ou sair
por mim, tanto faz

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

o que fazer quando você mesmo possui a chave para destruir os próprios sonhos
o que fazer quando não há nada a se fazer
quando nasceu torto e problemático - em absolutamente todos os sentidos possíveis
físicos, emocionais, espirituais, transcendentais, e mais
prestes a abrir a porta, tropeça na entrada
o constante temor de nadar, nadar e morrer na praia
cada vez mais próximo da realidade
forçando a fé cansada
e as mãos literalmente calejadas
com a esperança de que no fim tudo dá certo
com a esperança de que as melhores coisas são as mais difíceis de alcançar
que todo esforço será recompensado
de todo sofrimento nascerá flor
passei da fase das dores inventadas
e crises nonsenses
o cruel agora é saber que os dramas são reais
sim
quero ver lidar com um problema que existe

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

quero tanto escrever um tantinho só que acalme a alma
um punhado de palavras soltas
que me façam respirar
ar doce
tranquilo
os últimos tempos arrastaram-se pesados
penosos
intenso cansaço físico e emocional
corpo pede calma
a vida pede mais
no suor descansa a mente
caminho imóvel
e ao me locomover a cabeça trava
deixa essa poeira abaixar
ainda terei mais de mil noites
mil dias para terminar