domingo, 20 de maio de 2012

Luíza - por muitas vezes - pensa em por que continua com Rodrigo
Ela recebe declarações de Carlinhos, João, Pedro e Francisco
Mas não quer nenhum deles
Rodrigo esfaqueia e congela o coração de Luíza quase todos os dias
E ainda assim continuam juntos, mas separados
Hoje ela recebeu uma carta de amor escrita por Pedro
Leu, releu, chorou, mas não soube o que responder
Não respondeu
E ficou pensando se o mais esperto seria dar uma chance a alguém
Alguém que fizesse realmente questão de jantar ao seu lado
Que lhe abraçasse em noites frias
Que estivesse presente quando precisasse
E não apenas quando fosse oportuno
Ter o direito de despejar suas expectativas
Sem medo de ser enforcada ou perder seu posto
Luíza
Seu reino sempre por um fio
Sua vida sempre pela metade

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ocupo minhas horas vagas lendo versinhos e vendo fotos bonitas de pessoas que eu nem conheço. Ocupo minhas horas que na verdade não são vagas, pois eu deveria estar cumprindo prazos e me dedicando aos estudos. Perco a motivação para as obrigações e ganho madrugadas inúteis na frente de um computador. Preciso ser alguém, preciso muito rápido. Sair de casa, trabalhar, pagar contas, gasolina, casar, ter filhos, viajar, amar, morrer. E nada que eu faça será suficiente. Nunca será o bastante para satisfazer as expectativas alheias, as imposições da sociedade, a fome das crianças que sofrem na seca do Nordeste, a sede dos que pedem por justiça. Nunca será o bastante para saciar minhas vontades. A cada dia que passa o pessimismo aproxima-se fazendo evaporar a determinação. Quem roubou meu otimismo? Quem tirou minhas esperanças? Em que baú guardaram a minha juventude?

quarta-feira, 9 de maio de 2012






Seu sentimento é um pedaço de pano molhado onde eu tento enxugar minhas lágrimas. Em vão. Suas palavras são promessas vagas e antes mesmo de descumprir, elas nunca existiram. Meu coração é girassol aberto feito flor para receber luz e calor. Meu coração murcha se depender de sua luz e seu calor. Girassóis são minhas flores preferidas, e você nem sabe disso. Sua vontade é fraca, sua carne também. Seus desejos incertos, tão frios e volúveis. Não sabe se fica ou se vai embora. Não me deixa ir embora. Sua falta de amor é evidente e eu nunca quis viver sem amor. Eu não preciso me contentar com migalhas e metades. Eu não consigo. Toda vez que me vejo, só me vejo sem você. Nunca consegui lhe enxergar no meu futuro, você nunca me deu essa chance de ao menos imaginar. Continuo dançando nossa música, mas um tanto desconfiada e contraída. Intercalando entre momentos de desespero afetivo e aparente distanciamento. Mantenho-me por vezes distraída para não me perder em pensamentos. Nosso caso é perecível, e eu mesma já datei o prazo de validade. Passar o tempo assim de peito sempre apertado e embrulhos no estômago não é passatempo. Você não pode mais ser meu romance. Eu não quero mais sofrer nenhum milésimo de segundo a mais do que o necessário. Do que se pode evitar. E no fim de tudo eu sei que sempre saio ganhando. Finjo que sofro, mas não me importo. Ou o contrário, tanto faz. Tudo fica mais bonito com uma dose certa de drama. Então não acredite no que escrevo. Nada disso é para você.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quando tudo está bem fodido e errado eu gosto de repetir:
"Não se mate, Carlos, sossegue"
Ah, Drummond
Por que me tomas palavras que nunca escrevi?
Escreve sentimentos tão meus
Tão seus, tão de todos
Ah, Drummond
Que bom poder ler tuas letras
Justo elas que tanto lêem minh'alma
odeio chocolate meio amargo
doce tem que ser doce
e amor tem que ser amor.

terça-feira, 1 de maio de 2012

chorei sete dias seguidos
depois sofri por mais sete
hoje sigo meus dias sorrindo
porque uma quinzena de dor
é demais até para mim
principalmente no quesito paixão
que me é tão frágil e passageira
hoje sigo meus dias de não estou nem aí