Que delícia é estar semi-apaixonado. Aquele comecinho de romance, com cheiro de perfume novo. Cada encontro, uma descoberta. Cada telefonema, uma vibração. Não são borboletas, parecem baleias no estômago. Parece que é a primeira vez no amor, parece que o mundo vai acabar se não vê-la. Uma avalanche de dúvidas e inseguranças que se esvaem num só beijo. O medo de ser mal interpretado, o medo de ser mal amado. Um momento em que não se enxerga defeitos alheios, não existem diferenças, apenas uma doçura capaz de destruir qualquer diabético. E são esses pedacinhos de glória que compõem a felicidade de estar vivo.
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