quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Eu não entendo vocês que reclamam tanto do calor. Quando você faz amor, sempre pede mais fogo. Quem se entrega queima. Dois corpos juntos, ardendo num só ritmo. Por que motivos vou querer meu corpo contraído e gelado se posso exalar intensidade por aí? Frigidez não me agrada, minha temperatura corporal é alta por natureza, preciso de paixão. Às vezes sento num banco qualquer, sob o Sol, atraindo olhares inquietos. Gosto de sentir o sangue esquentar. E faz um cheiro bom de pele aquecida, abraçada pela luz. Tem gosto de felicidade, misturada com abraço de mãe. A respiração flui levemente, as gotinhas de suor surgem para lavar os poros. Não gosto de me esconder por baixo de agasalhos, tenho pena dos esquimós. Quero sempre ter o prazer de tomar uma cerveja gelada na praça, num domingo de Sol. Sentir o calor do abraço dos amigos, o calor dos lábios do ser amado. Quero sempre em mim a chama acesa do mundo.

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